Avisos

SETOR DIOCESANO DA JUVENTUDE E O DESAFIO EVANGELIZADOR DOS JOVENS

A partir dos últimos anos a Igreja  ampliou sua preocupação e visão pastoral acerca da juventude, usando para essa ampliação a expressão  “pastoral juvenil”. Por que houve essa mudança? Por vários motivos.

O termo usado até então  usado era “pastoral da juventude”, porém esse termo se refere a um dos vários serviços de evangelização dos nossos jovens, não abarcando a totalidade e a pluralidade desse serviço. A percepção desse pluralismo juvenil deu-se por causa do surgimento de uma grande diversidade de expressões eclesiais que atuam junto às “juventudes”, com características diferentes, contextos variados, diversidade de carismas com variedade de modelos pastorais e organizacionais, etc. A era da diversidade nos proporcionou uma visão mais sensível sobre o universo juvenil, estimulando uma diferenciada atenção pastoral para cada “tipo” de juventude.

Não existe uma única juventude, mas de fato, juventudes (no plural). Por isso a evangelização deve adequar-se a cada contexto. A evangelização da juventude urbana, por exemplo, que vive no centro urbano, é totalmente diferente da mesma pastoral voltada para jovens de áreas rurais, ribeirinhos, jovens de periferias, etc... São juventudes diferentes!

Diante desse quadro da diversidade de tipos de jovens do ponto de vista antropológico, do ponto de vista cultural, do ponto de vista econômico, do ponto de vista religioso e do ponto de vista político era necessário que se usasse um termo que fosse mais abrangente e bem-vindo para todos. Sendo assim passou-se a Igreja do Brasil passou a usar a expressão “pastoral juvenil”. O termo “juvenil” não quer evidenciar o tipo de jovens e nem seu contexto, mas a condição juvenil com todas as características psicológicas (de inquietude, alegria, idealismo, visão de futuro, dinamismo, esperança etc.) presente nos jovens independente da sua cultura e contexto sociocultural. Seja onde aconteça a evangelização  dos jovens é denominado como uma pastoral juvenil.

O que é o setor juventude?

O setor juventude é o universo dos mundos juvenis, na diversidade de contextos, que é objeto das preocupações pastorais da Igreja Católica. Trata-se de um serviço de articulação, convocação, formação, evangelização, experiências de fé e propositividade para as juventudes.

O setor juventude, tendo como primeira finalidade, estruturação da evangelização das juventudes, propõe um modelo de evangelização a partir do mundo juvenil contextualizado e orientado pelos seguintes princípios:

– respeitando o protagonismo juvenil na diversidade dos carismas;

– acolhendo a sensibilidade cultural juvenil proveniente da diversidade dos contextos;

– reconhecendo e respeitando as variadas formas organizativas religiosas frutos do protagonismo juvenil animada pela ação do Espírito Santo;

– estimulando, na diversidade de manifestações, o espírito de diálogo e comunhão;

– motivando e convocando todos os segmentos juvenis para a experiência do seguimento de Jesus, segundo a fé católica; expressa nas prioridades padtoral de cada diocese.

– integrando todos as forças juvenis, conservando o vínculo da unidade alicerçada nos mesmos princípios pastorais em comunhão com os pastores da Igreja diocesana. 

Fazem parte do setor juventude as mais variadas experiências de evangelização das juventudes existentes numa (Arqui)Diocese, tais como: as 4 pastorais da juventude (PJ – Juventude estudantil, juventude do meio popular, juventude rural…), a juventude dos movimentos eclesiais, a juventude das Novas Comunidades, a juventude das Congregações Religiosas, os grupos de jovens paroquiais, Pastoral da Catequese Crismal, Pastoral Universitária etc.

O público beneficiário do setor juventude dentro das mais variadas organizações juvenis, compreende pessoas que estão na faixa etária de 15 a 29 anos.

Os objetivos do Setor Juventude:  - O objetivo geral do setor juventude é a evangelização dos jovens. O processo e o dinamismo da evangelização das juventudes, tendo em conta os diversos contextos, ele se concretiza em atividades educativo-pastorais promovendo processos.

A meta de todas as ações evangelizadoras em prol das juventudes é a “formação do bom cristão e do honesto cidadão”. Na prática, isso se expressa em objetivos específicos tais como:

– Garantir um espaço de reflexão, estudo e discernimento de propostas educativas e pastorais;

– Favorecer aos jovens católicos uma instância de encontro e de comunhão na diversidade;

– Contribuir para a unidade das juventudes em vista da tomada de posição e celebração conjunta diante dos desafios da realidade juvenil;

– Reforçar e ampliar a diversidade de propostas evangelizadoras das juventudes dentro da Igreja Católica;

– Fomentar nas (arqui)dioceses a paixão pela juventude;

– Favorecer a integração e o diálogo entre os segmentos juvenis presentes nas (arqui)dioceses;

– como Igreja Diocesana, Propor diretrizes, metas, prioridades, processos e atividades comuns para a formação e a evangelização das juventudes.

O papel dos párocos: 

Enfim, o setor juventude é sobretudo uma forma organizativa de conduzir a evangelização das juventudes, sob a orientação do Bispo diocesano,  considerando os mais variados contextos e sensibilidades juvenis. Toca aos sacerdotes, especialmente os párocos, aos assessores (adultos que acompanham essas varias expressões,  lideranças comunitárias, o papel de, em comunhão com o seu bispo diocesano, acolher, acompanhar, formar e respeitar o protagonismo juvenil e as mais variadas formas associativas os jovens.

Muitas vezes não se juntam por motivos religiosos, mas por interesses comuns como o gosto pelo esporte, pela música, pelo teatro, ou simples amizade. Porém com uma pedagogia própria, vai se dispersando para a dimensão e compromissos religiosos . Esse é um importante ponto de partida para se promover um processo de aproximação, amizade e evangelização.

Nenhuma autêntica expressão juvenil católica deve ser excluída na perspectiva do setor juventude, sejam aquelas que nascem espontaneamente,  como aquelas institucionais.

Na perspectiva do Setor juventude, não é mais bem-vindo um único projeto direcionado genericamente aos jovens, sem levar em conta o protagonismo juvenil e nem a diversidade de carismas, contextos culturais e sensibilidades. 

A beleza e a riqueza da Paróquia está na diversidade de carisma. Mas todos estão fraternalmente a serviço do Reino de Deus!

O pároco é chamado a treinar-se na capacidade de ser sereno, próximo, empático, sábio e respeitoso sendo gestor da diversidade dos carismas juvenis em sua paróquia, educando e estimulando a todos para a convergência de intenções em vista da comunhão pastoral. A presença das juventudes, rejuvenesce a Igreja! 

Diante das inúmeras ameaças que atingem nossos jovens, precisamos  unir as forças, sem perder a identidade para essa grande ação evangelizadora.